Mais saúde. Mais confiança.
O excesso de peso e a obesidade são doenças crónicas e complexas. Hoje sabemos que o seu tratamento vai muito além da força de vontade ou de uma dieta. Através de uma abordagem médica personalizada, baseada na evidência científica, é possível melhorar a saúde metabólica, reduzir o risco de doença e alcançar resultados sustentáveis.
É biologia — e a biologia trata-se com medicina.
Quando perde peso, o organismo ativa mecanismos biológicos que aumentam a fome e reduzem o gasto energético, tornando a manutenção dessa perda particularmente difícil. Estas adaptações podem persistir durante meses ou anos. É por isso que a obesidade é atualmente reconhecida como uma doença crónica que beneficia de acompanhamento continuado e, quando existe indicação clínica, de tratamento farmacológico integrado numa estratégia global.
Esta consulta destina-se a adultos com excesso de peso ou obesidade que pretendem melhorar a sua saúde através de uma abordagem médica individualizada. Poderá fazer sentido para si se:
A obesidade é uma doença crónica e a perda de peso é um processo que decorre ao longo de vários meses. Por isso, os melhores resultados tendem a ser alcançados através de um acompanhamento regular, com ajustes personalizados em cada fase do tratamento.
Cada pessoa tem uma história clínica diferente. É realizada uma avaliação médica detalhada dos fatores que influenciam o peso, da saúde metabólica e dos objetivos individuais.
São analisados antecedentes clínicos, hábitos de vida, medicação, composição corporal e, quando necessário, exames complementares.
Nesta fase as consultas são mais próximas. Permitem adaptar a estratégia, otimizar o tratamento, ultrapassar dificuldades e consolidar novos hábitos.
O plano é sempre personalizado e pode incluir alterações do estilo de vida, estratégias comportamentais e, quando existe indicação clínica, terapêutica farmacológica. Cada decisão é tomada em conjunto consigo.
À medida que a evolução é favorável e a pessoa ganha autonomia, o intervalo entre consultas aumenta progressivamente.
Continuamos a monitorizar a eficácia, a tolerabilidade e a composição corporal, ajustando o que for necessário.
Esta fase é dedicada a consolidar hábitos e a preparar a manutenção a longo prazo — a etapa em que, sem apoio, mais pessoas recuperam peso.
Mais do que atingir um determinado número na balança, o objetivo é melhorar a saúde metabólica, reduzir o risco de doença e alcançar resultados que sejam sustentáveis ao longo do tempo.
Mais do que prescrever um tratamento, esta consulta procura compreender as causas que contribuem para o excesso de peso e construir uma estratégia adaptada aos objetivos, preferências e contexto de cada pessoa.
Não existe um plano único. A estratégia é construída a partir da sua história clínica, dos seus hábitos e daquilo que é realista no seu dia a dia.
As recomendações assentam no conhecimento atual sobre obesidade e saúde metabólica, incluindo as terapêuticas farmacológicas hoje disponíveis.
Explico as opções disponíveis, os benefícios e os riscos. A escolha é sempre feita em conjunto e pode ser revista em qualquer momento.
Reduções modestas do peso já se associam a melhorias significativas da saúde. Definimos objetivos possíveis de alcançar e de manter, e não um número imposto de fora.
Antes de iniciar qualquer terapêutica é feita uma avaliação clínica completa. Ao longo do tratamento são vigiadas a eficácia, a tolerabilidade, a composição corporal e eventuais efeitos adversos.
As dificuldades e as fases de estagnação fazem parte do processo. São matéria de consulta, não motivo para desistir.
Porque a obesidade não é uma questão de força de vontade — é uma doença crónica, influenciada pela genética, pelas hormonas, pelo ambiente à sua volta e até pelo seu percurso emocional.
Depois de várias tentativas para emagrecer, o corpo tende a defender o peso mais alto que já atingiu: aumenta a fome, reduz a sensação de saciedade e gasta menos energia em repouso. É por isso que tantas pessoas recuperam o peso perdido, mesmo depois de muito esforço. Não é uma falha sua — é biologia.
O primeiro passo é perceber o que está a dificultar a sua perda de peso, para construirmos, em conjunto, uma estratégia que faça sentido para si.
Sim e muito. Existem hoje medicamentos criados especificamente para atuar nos mecanismos que regulam o apetite e a saciedade — não são “comprimidos milagrosos” nem supressores genéricos, mas terapêuticas dirigidas às causas biológicas do problema.
Associados a uma alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento médico, permitem hoje alcançar resultados muito superiores aos que eram possíveis há alguns anos.
Não há uma resposta igual para todos — depende do seu ponto de partida, de outras condições de saúde, e do tratamento escolhido. Como referência geral, as terapêuticas mais recentes para a obesidade têm mostrado, em estudos clínicos, perdas médias entre 15 a 20% do peso corporal, - com base nos ensaios clínicos STEP 1 (semaglutida) e SURMOUNT-1 (tirzepatida), publicados no New England Journal of Medicine - podendo ultrapassar este valor nalguns casos .
Mesmo perdas mais moderadas já trazem benefícios claros: perder 5 a 15% do peso pode melhorar a tensão arterial, colesterol elevado, diabetes tipo 2, a gordura no fígado, incontinência urinária, a apneia do sono e o risco cardiovascular. O objetivo é definido consigo — o que importa é chegar a um resultado com que se sinta bem e que consiga manter.
Nem toda a gente com excesso de peso precisa de medicação. Em geral, faz sentido considerar esta opção quando existe obesidade — ou excesso de peso associado a outras condições, como diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono — e as mudanças de estilo de vida, por si só, não têm sido suficientes.
A decisão é sempre pensada para si, com base na sua história, no seu peso, nas suas outras condições de saúde e nos seus objetivos.
Estes medicamentos são seguros para a maioria das pessoas, mas não são para todos. Há situações — como gravidez ou certos antecedentes pessoais e familiares — que pedem mais cuidado ou contraindicam o tratamento.
Por isso, antes de começar, fazemos sempre uma avaliação completa, para perceber se esta é a opção certa para si.
Porque o sucesso não depende só da medicação. O acompanhamento permite ajustar a dose aos poucos, ver como está a responder, e resolver rapidamente qualquer desconforto.
Os efeitos secundários mais comuns — náuseas, prisão de ventre, diarreia, sensação de estômago cheio — costumam ser ligeiros e passageiros, e há formas simples de os minimizar sem ter de parar o tratamento.
Perder peso depressa e sem orientação pode trazer problemas sérios, como perda de massa muscular, défices nutricionais ou desequilíbrios que só um acompanhamento próximo consegue identificar a tempo. Parar o tratamento por conta própria, sem um plano, tende a levar a um reganho mais rápido e mais difícil de controlar do que se essa transição for feita com apoio médico. O que procuramos é ajudar a perder peso de forma segura, confortável e sustentável no tempo.
Não. A obesidade é reconhecida como doença crónica pela Organização Mundial da Saúde e pelas principais sociedades de endocrinologia — não é uma questão de força de vontade.
Ninguém considera “batota” tratar a hipertensão ou a diabetes com medicamentos. O mesmo princípio se aplica à obesidade: quando existe indicação médica, a medicação é uma das ferramentas disponíveis para o seu tratamento. Estes fármacos não substituem uma alimentação equilibrada nem a atividade física; fazem parte de uma abordagem global, juntamente com estas medidas e o acompanhamento médico.
A obesidade é uma doença crónica, por isso há sempre risco de recuperar parte do peso perdido quando um tratamento é interrompido — incluindo após suspender a medicação, dieta ou outros tratamentos.
Por isso, o objetivo não é apenas perder peso, mas também trabalhar a sua manutenção a longo prazo. Durante o acompanhamento, avaliamos a evolução, consolidamos estratégias que favorecem a manutenção do peso e, quando necessário, ajustamos o tratamento. A decisão é sempre individualizada e feita em conjunto.
Não. Estes medicamentos têm indicação própria para o tratamento da obesidade, distinta da sua indicação no tratamento da diabetes tipo 2. Não se trata de utilizar um medicamento “emprestado” da diabetes: quando há indicação médica, o tratamento da obesidade é uma utilização aprovada e baseada em evidência.
A obesidade é uma doença crónica e o seu tratamento adequado pode também contribuir para reduzir o risco de várias complicações associadas ao excesso de peso, incluindo diabetes tipo 2 e doença cardiovascular.
Sou médica especialista em Medicina Geral e Familiar desde 2019, com especial interesse na saúde metabólica, prevenção cardiovascular e tratamento da obesidade.
Ao longo da minha prática clínica acompanhei muitas pessoas que, apesar do esforço, sentiam dificuldade em perder peso ou em manter os resultados. Hoje sabemos que a obesidade é uma doença complexa, influenciada por fatores biológicos, metabólicos, hormonais, psicológicos e ambientais e que merece uma abordagem médica individualizada. A evolução do conhecimento sobre a obesidade e o consequente aumento das opções terapêuticas eficazes permitem-nos adaptar melhor o tratamento a cada pessoa, tornando esta área ainda mais entusiasmante.
Acredito que tratar a obesidade não significa apenas reduzir o peso. Significa melhorar a saúde, prevenir doença, promover um envelhecimento mais saudável e ajudar cada pessoa a alcançar resultados compatíveis com a sua realidade e que consiga manter ao longo do tempo.
Se gostaria de compreender melhor quais as opções terapêuticas atualmente disponíveis e perceber qual poderá ser a estratégia mais adequada ao seu caso, terei todo o gosto em acompanhá-lo(a).
Estes canais destinam-se apenas a dúvidas sobre marcações e questões gerais. Por favor, não partilhe sintomas, exames ou outra informação clínica por esta via — reserve-a para a consulta.
“O objetivo não é apenas perder peso. É construir uma estratégia que lhe permita viver com mais saúde, mais confiança e resultados que consiga manter ao longo do tempo.”