Médica especialista em Medicina Geral e Familiar
Obesidade e excesso de peso
OM 56067
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Dra. JoanaMaia

Mais saúde. Mais confiança.

O excesso de peso e a obesidade são doenças crónicas e complexas. Hoje sabemos que o seu tratamento vai muito além da força de vontade ou de uma dieta. Através de uma abordagem médica personalizada, baseada na evidência científica, é possível melhorar a saúde metabólica, reduzir o risco de doença e alcançar resultados sustentáveis.

Dra. Joana Maia, médica especialista em Medicina Geral e Familiar

Talvez reconheça
as seguintes situações

Não é apenas uma questão
de força de vontade

É biologia — e a biologia trata-se com medicina.

Quando perde peso, o organismo ativa mecanismos biológicos que aumentam a fome e reduzem o gasto energético, tornando a manutenção dessa perda particularmente difícil. Estas adaptações podem persistir durante meses ou anos. É por isso que a obesidade é atualmente reconhecida como uma doença crónica que beneficia de acompanhamento continuado e, quando existe indicação clínica, de tratamento farmacológico integrado numa estratégia global.

Para quem poderá fazer
sentido esta consulta

Esta consulta destina-se a adultos com excesso de peso ou obesidade que pretendem melhorar a sua saúde através de uma abordagem médica individualizada. Poderá fazer sentido para si se:

Como decorre
o acompanhamento

A obesidade é uma doença crónica e a perda de peso é um processo que decorre ao longo de vários meses. Por isso, os melhores resultados tendem a ser alcançados através de um acompanhamento regular, com ajustes personalizados em cada fase do tratamento.

Primeira consulta

Compreender e avaliar

Cada pessoa tem uma história clínica diferente. É realizada uma avaliação médica detalhada dos fatores que influenciam o peso, da saúde metabólica e dos objetivos individuais.

São analisados antecedentes clínicos, hábitos de vida, medicação, composição corporal e, quando necessário, exames complementares.

Fase inicial

Definir e ajustar

Nesta fase as consultas são mais próximas. Permitem adaptar a estratégia, otimizar o tratamento, ultrapassar dificuldades e consolidar novos hábitos.

O plano é sempre personalizado e pode incluir alterações do estilo de vida, estratégias comportamentais e, quando existe indicação clínica, terapêutica farmacológica. Cada decisão é tomada em conjunto consigo.

Fase intermédia

Ganhar autonomia

À medida que a evolução é favorável e a pessoa ganha autonomia, o intervalo entre consultas aumenta progressivamente.

Continuamos a monitorizar a eficácia, a tolerabilidade e a composição corporal, ajustando o que for necessário.

Consolidação

Manter os resultados

Esta fase é dedicada a consolidar hábitos e a preparar a manutenção a longo prazo — a etapa em que, sem apoio, mais pessoas recuperam peso.

Mais do que atingir um determinado número na balança, o objetivo é melhorar a saúde metabólica, reduzir o risco de doença e alcançar resultados que sejam sustentáveis ao longo do tempo.

O que diferencia
esta consulta

Mais do que prescrever um tratamento, esta consulta procura compreender as causas que contribuem para o excesso de peso e construir uma estratégia adaptada aos objetivos, preferências e contexto de cada pessoa.

Uma abordagem individualizada

Não existe um plano único. A estratégia é construída a partir da sua história clínica, dos seus hábitos e daquilo que é realista no seu dia a dia.

Baseada na evidência científica

As recomendações assentam no conhecimento atual sobre obesidade e saúde metabólica, incluindo as terapêuticas farmacológicas hoje disponíveis.

Decisões partilhadas

Explico as opções disponíveis, os benefícios e os riscos. A escolha é sempre feita em conjunto e pode ser revista em qualquer momento.

Resultados realistas

Reduções modestas do peso já se associam a melhorias significativas da saúde. Definimos objetivos possíveis de alcançar e de manter, e não um número imposto de fora.

Segurança monitorizada

Antes de iniciar qualquer terapêutica é feita uma avaliação clínica completa. Ao longo do tratamento são vigiadas a eficácia, a tolerabilidade, a composição corporal e eventuais efeitos adversos.

Sem julgamento

As dificuldades e as fases de estagnação fazem parte do processo. São matéria de consulta, não motivo para desistir.

FAQs — Tratamento da Obesidade

Porque é tão difícil perder peso, mesmo quando faço tudo “certo”?

Porque a obesidade não é uma questão de força de vontade — é uma doença crónica, influenciada pela genética, pelas hormonas, pelo ambiente à sua volta e até pelo seu percurso emocional.

Depois de várias tentativas para emagrecer, o corpo tende a defender o peso mais alto que já atingiu: aumenta a fome, reduz a sensação de saciedade e gasta menos energia em repouso. É por isso que tantas pessoas recuperam o peso perdido, mesmo depois de muito esforço. Não é uma falha sua — é biologia.

O primeiro passo é perceber o que está a dificultar a sua perda de peso, para construirmos, em conjunto, uma estratégia que faça sentido para si.

Os tratamentos para a obesidade evoluíram nos últimos anos?

Sim e muito. Existem hoje medicamentos criados especificamente para atuar nos mecanismos que regulam o apetite e a saciedade — não são “comprimidos milagrosos” nem supressores genéricos, mas terapêuticas dirigidas às causas biológicas do problema.

Associados a uma alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento médico, permitem hoje alcançar resultados muito superiores aos que eram possíveis há alguns anos.

Quanto peso é possível perder?

Não há uma resposta igual para todos — depende do seu ponto de partida, de outras condições de saúde, e do tratamento escolhido. Como referência geral, as terapêuticas mais recentes para a obesidade têm mostrado, em estudos clínicos, perdas médias entre 15 a 20% do peso corporal, - com base nos ensaios clínicos STEP 1 (semaglutida) e SURMOUNT-1 (tirzepatida), publicados no New England Journal of Medicine - podendo ultrapassar este valor nalguns casos .

Mesmo perdas mais moderadas já trazem benefícios claros: perder 5 a 15% do peso pode melhorar a tensão arterial, colesterol elevado, diabetes tipo 2, a gordura no fígado, incontinência urinária, a apneia do sono e o risco cardiovascular. O objetivo é definido consigo — o que importa é chegar a um resultado com que se sinta bem e que consiga manter.

Quem pode beneficiar do tratamento farmacológico para a obesidade?

Nem toda a gente com excesso de peso precisa de medicação. Em geral, faz sentido considerar esta opção quando existe obesidade — ou excesso de peso associado a outras condições, como diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono — e as mudanças de estilo de vida, por si só, não têm sido suficientes.

A decisão é sempre pensada para si, com base na sua história, no seu peso, nas suas outras condições de saúde e nos seus objetivos.

Quem não pode fazer este tipo de tratamento?

Estes medicamentos são seguros para a maioria das pessoas, mas não são para todos. Há situações — como gravidez ou certos antecedentes pessoais e familiares — que pedem mais cuidado ou contraindicam o tratamento.

Por isso, antes de começar, fazemos sempre uma avaliação completa, para perceber se esta é a opção certa para si.

Porque é tão importante o acompanhamento médico durante o tratamento?

Porque o sucesso não depende só da medicação. O acompanhamento permite ajustar a dose aos poucos, ver como está a responder, e resolver rapidamente qualquer desconforto.

Os efeitos secundários mais comuns — náuseas, prisão de ventre, diarreia, sensação de estômago cheio — costumam ser ligeiros e passageiros, e há formas simples de os minimizar sem ter de parar o tratamento.

Perder peso depressa e sem orientação pode trazer problemas sérios, como perda de massa muscular, défices nutricionais ou desequilíbrios que só um acompanhamento próximo consegue identificar a tempo. Parar o tratamento por conta própria, sem um plano, tende a levar a um reganho mais rápido e mais difícil de controlar do que se essa transição for feita com apoio médico. O que procuramos é ajudar a perder peso de forma segura, confortável e sustentável no tempo.

Usar medicação para emagrecer é uma espécie de “batota”?

Não. A obesidade é reconhecida como doença crónica pela Organização Mundial da Saúde e pelas principais sociedades de endocrinologia — não é uma questão de força de vontade.

Ninguém considera “batota” tratar a hipertensão ou a diabetes com medicamentos. O mesmo princípio se aplica à obesidade: quando existe indicação médica, a medicação é uma das ferramentas disponíveis para o seu tratamento. Estes fármacos não substituem uma alimentação equilibrada nem a atividade física; fazem parte de uma abordagem global, juntamente com estas medidas e o acompanhamento médico.

Vou recuperar o peso quando deixar a medicação?

A obesidade é uma doença crónica, por isso há sempre risco de recuperar parte do peso perdido quando um tratamento é interrompido — incluindo após suspender a medicação, dieta ou outros tratamentos.

Por isso, o objetivo não é apenas perder peso, mas também trabalhar a sua manutenção a longo prazo. Durante o acompanhamento, avaliamos a evolução, consolidamos estratégias que favorecem a manutenção do peso e, quando necessário, ajustamos o tratamento. A decisão é sempre individualizada e feita em conjunto.

Estou a tirar medicamentos a pessoas com diabetes?

Não. Estes medicamentos têm indicação própria para o tratamento da obesidade, distinta da sua indicação no tratamento da diabetes tipo 2. Não se trata de utilizar um medicamento “emprestado” da diabetes: quando há indicação médica, o tratamento da obesidade é uma utilização aprovada e baseada em evidência.


A obesidade é uma doença crónica e o seu tratamento adequado pode também contribuir para reduzir o risco de várias complicações associadas ao excesso de peso, incluindo diabetes tipo 2 e doença cardiovascular.

Dra. Joana Maia a escrever num caderno na secretária do consultório

Sobre mim

Sou médica especialista em Medicina Geral e Familiar desde 2019, com especial interesse na saúde metabólica, prevenção cardiovascular e tratamento da obesidade.

Ao longo da minha prática clínica acompanhei muitas pessoas que, apesar do esforço, sentiam dificuldade em perder peso ou em manter os resultados. Hoje sabemos que a obesidade é uma doença complexa, influenciada por fatores biológicos, metabólicos, hormonais, psicológicos e ambientais e que merece uma abordagem médica individualizada. A evolução do conhecimento sobre a obesidade e o consequente aumento das opções terapêuticas eficazes permitem-nos adaptar melhor o tratamento a cada pessoa, tornando esta área ainda mais entusiasmante.

Acredito que tratar a obesidade não significa apenas reduzir o peso. Significa melhorar a saúde, prevenir doença, promover um envelhecimento mais saudável e ajudar cada pessoa a alcançar resultados compatíveis com a sua realidade e que consiga manter ao longo do tempo.

  • Médica Especialista em Medicina Geral e Familiar
  • Várias formações em saúde metabólica e tratamento da obesidade
  • Várias formações em Nutrição Clínica
  • Pós-graduação em Medicina Estética
  • Pós-graduação em Terapias Cognitivo-Comportamentais

Vamos conversar

Se gostaria de compreender melhor quais as opções terapêuticas atualmente disponíveis e perceber qual poderá ser a estratégia mais adequada ao seu caso, terei todo o gosto em acompanhá-lo(a).

E-mail
info@joanarmaia.com
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Estes canais destinam-se apenas a dúvidas sobre marcações e questões gerais. Por favor, não partilhe sintomas, exames ou outra informação clínica por esta via — reserve-a para a consulta.

Retrato da Dra. Joana Maia

O objetivo não é apenas perder peso. É construir uma estratégia que lhe permita viver com mais saúde, mais confiança e resultados que consiga manter ao longo do tempo.